Mostrando postagens com marcador Análise de Jogos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Análise de Jogos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

I want play - Games of Nintendo New 3DS XL

Hi!
Some time ago I visited a friend (Luciano) to see their collection of games. At the time I played your Nintendo 3DS and really liked it. I thought about getting one, but he advised that a new version (New 3DS) would come out soon.

Then, shortly after the release I bought the Nintendo 3DS XL New. This console is very very good, really. I created a short list of games I like to play.
The number of stars indicate my expectation on them. Feel free to comment that I include or change my list.

3DS - The Legend of Zelda: A Link Between Worlds ★★★★★
2DS - Age of Empires: The Age of Kings ★★★
3DS - Ironfall Invasion (eShop, FPS) ★
2DS - Dragon Quest VI: Realms of Revelation (classic RPG) ★★★★★
2DS - Chrono Trigger (best RPG SNES) ★★★★★
3DS - Pokemon Omega Ruby ★★★★★
3DS - SteamWorld Dig (like Terraria) ★★★★★
3DS - The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D ★★★★★
3DS - Super Mario 3D Land ★★★★★
3DS - Mario & Luigi: Dream Team (RPG) ★★★★★
2DS - Lord of the Rings: Conquest (RPG, hack and slash) ★★★
2DS - Fighting Fantasy: The Warlock of Firetop Mountain (Medieval, FPS) ★★★
2DS - Mazes Of Fate (Medieval, FPS) ★★★
2DS - Golden Sun: Dark Dawn (classic RPG) ★★★★★
2DS - Lock's Quest (Tactics) ★★★★
2DS - Final Fantasy Tactics A2: Grimoire of the Rift ★★★★★
2DS - Luminous Arc (like FF tactics) ★★★★
2DS - Fighting Fantasy III (like FF) ★★★★★
2DS - Aliens Infestation (Metroidvania) ★★★★
2DS - Final Fantasy The 4 Heroes Of Light ★★★★
2DS - Soma Bringer (RPG, hack and slash) ★★★★
2DS - Labyrinth (like game Labyrinth, PC version) ★★
2DS - Metal Saga: Hagane no Kisetsu (RPG, battle tanks) ★★★
2DS - Okamiden (like Okamiden, PS2) ★★★
2DS - Ninokuni: Shikkoku no Madoushi (like PS3, only Japanese) ★★★★
2DS - Lego Battle ★★★
2DS - Megaman Mega Man Zx Advent (isometric) ★★★★
2DS - Lego Indiana Jones The Original Adventure ★★★
2DS - Dungeon Explorer: Warrior of Ancient Arts (RPG, hack and slash) ★★★
2DS - Sherlock Holmes: The Mystery Of The Mummy (puzzle and FPS) ★★★
2DS - Glory of Heracles (classic RPG, anime) ★★★★★
2DS - Orcs & Elves (Medieval, FPS) ★★★
2DS - Deep Labyrinth (Medieval, FPS) ★★★
2DS - Drone Tactics (isometric) ★★★
2DS - Fullmetal Alchemist Trading Card Game (cards) ★
2DS - Dragon's Lair (Movie Game) ★★★
2DS - Sands of Destruction (classic RPG) ★★★
2DS - Resident Evil: Deadly Silence (RE 1) ★★★★★
2DS - Samantha Swift and the Hidden Roses of Athena (hidden object game) ★★
2DS - Princess Isabella - A Witch's Curse  (hidden object game) ★★
2DS - The Legend of Zelda Spirit Tracks ★★★★★
3DS - The Legend of Zelda: Majoras Mask 3D ★★★★★
2DS - The Legend of Zelda: Phantom Hourglass ★★★★★
2DS - Age of Empires: Mythologies ★★★★
2DS - History Great Empires: Rome (like Age of Empires) ★★★★
2DS - Tomb Raider Underworld ★★★★
2DS - Tomb Raider: Legend ★
3DS - Bravely Default (classic RPG) ★★★★★
2DS - From The Abyss (RPG, like Legend of Mana) ★★★★
3DS - Pokemon Alpha Sapphire ★★★★★
3DS - Pokemon X ★★★★★
3DS - Pokemon Y ★★★★★
3DS - Pokemon Rumble Blast (not like other Pokemon) ★★★
2DS - Pokemon Black Version 2 ★★★★
2DS - Dragon Quest Monsters: Joker ★★★
2DS - Dragon Quest IV: Chapters of the Chosen ★★★★★
2DS - Dragon Quest V: Hand of the Heavenly Bride ★★★★★
3DS - Dragon Warrior VII ★★★★★
3DS - Dragon Quest VIII: Journey of the Cursed King ★★★★★
3DS - Dragon Quest IX: Sentinels of the Starry Skies ★★★★★
3DS - Dragon Quest X ★★★★★
3DS - Dragon Quest XI ★★★★★
2DS - Final Fantasy XII: Revenant Wings ★★★★★
3DS - Shin Megami Tensei IV (post-apocalyptic RPG, anime) ★★★★★
2DS - Soma Bringer (RPG, like Legend of Mana) ★★★★
2DS - Dungeon Explorer: Warriors of Ancient Arts (RPG, hack and slash) ★★★★
3DS - Ghost Recon Shadow Wars 3D (isometric tactics) ★★★★
3DS - Luigi's Mansion: Dark Moon ★★★★★
3DS - Lego Hobbit ★★★★
2DS - Mega Man Star Force: Dragon ★★★
3DS - Adventure Time: Explore the Dungeon Because I DON'T KNOW! (RPG) ★★★★★
2DS - Black Sigil: Blade of the Exiled (like Legend of Mana) ★★★★
3DS - Terraria (march, 2016) ★★★★★
2DS - Professor Layton and the Unwound Future (puzzle, anime) ★★★★
2DS - Ghostbusters (isometric 3D) ★★★
2DS - Might & Magic: Clash of Heroes ★★★
2DS - Suikoden: Tierkreis (classic RPG) ★★★★★
2DS - Radiant Historia (classic RPG) ★★★★★
2DS - Heroes Of Mana (like Legend of Mana) ★★★★★
2DS - James Bond 007: GoldenEye (not equal to N64) ★★★
3DS - 7th Dragon III code: VFD (classic RPG) ★★★
2DS - Metal Slug 7 ★★★★
2DS - Front Mission (isometric tactics) ★★★★
2DS - Super Robot Taisen OG Saga: Endless Frontier (robot battle) ★★★★
2DS - Mario & Luigi: Partners in Time (RPG) ★★★★
2DS - Mario & Luigi: Bowser's Inside Story (RPG) ★★★★
2DS - Paper Mario: Sticker Star (RPG) ★★★★
2DS - Dragon Ball: Origins 2 (adventure) ★★★
2DS - Dragon Ball: Origins (adventure) ★★★
2DS - Blue Dragon: Awakened Shadow (RPG) ★★★★
2DS - Tao's Adventure: Curse of the Demon Seal (like Legend of Mana) ★★★★
2DS - Ragnarok ★★★★
2DS - Advance Wars: Dual Strike (tactics) ★★★
2DS - Advance Wars: Days of Ruin (tactics) ★★★
2DS - Etrian Oddessey (RPG) ★★★
3DS- Gunman Clive (Metroidvania) ★★★
2DS- Robocalypse (tactics) ★★★★★
 
I already have the first 4...
That's right. By my count, in 3211.2 days I finalize them. :)
Bye

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Vectortowns: Meu sonho de construir um jogo



Fala meus amigos! Quanto tempo heim!?
 Nesse post vou falar um pouco sobre minha tentativa de criar um jogo!


Fiquei um tempo sem postar, mas foi por uma boa causa: dei continuidade na saga de criação de um jogo. Não entrarei em detalhes aqui porque criei um blog só para registrar o que passei durante a criação de mais um protótipo (http://vectortowns.com/).


Como esclarecimento, por várias vezes já tentei criar um jogo. Em dois casos cheguei a concluir minha jornada com um protótipo. A primeira delas, se não me engano, foi por volta de 2009. Dois amigos e eu trabalhamos juntos por três meses (durante as noites...) e concluímos com uma versão single-player jogável de um personagem caminhando por um mapa.


Você deve estar se perguntando: por que um jogo 2D? Essa é uma longa história que me permito postergar para outro momento, mas que você pode descobrir nos links abaixo (links oficiais do primeiro protótipo):


Alguns anos depois, volto eu, desta vez conduzindo o projeto sozinho, na tentativa de caminhar com o protótipo. Minha meta foi mais audaciosa: multi-player via internet de um personagem caminhando e combatendo por um mapa. Para não ampliar muito, as skills do personagem concentram-se em apenas uma bola de fogo (fica mais para uma explosão, mas tudo bem).

Neste protótipo, os jogadores (convidei alguns para testar) puderam baixar o executável, logar no jogo (pela internet) e duelar com os demais. Se não me engano esse teste foi realizado com umas 4 ou 5 pessoas, todas simultâneas. Não pude explorar um número maior de usuários pelo fato do jogo estar hospedado em uma máquina na aws.amazon.com de apenas 2 GB de RAM, pouca largura de banda e uma CPU com dois núcleos – uma máquina fraquinha, né.

Bom, enfim, não registrei o teste com os cinco jogadores, mas registrei com dois notebooks. Veja o vídeo...


Para os curiosos e desenvolvedores de jogos, recomendo a leitura do link abaixo. Nele eu postei todos os passos deste desenvolvimento: criação do servidor, conexão criptografada entre o cliente (jogo em si) e o servidor, montagem e confecção das imagens, música, escolha do nome, etc.


Fechei esse protótipo no final do ano passado, e inclusive já havia escrito este post. Só postei agora porque lembrei dele acessando minha conta docs do google e ele estava lá (rsrs).


Pelo fato de eu mesmo ter criado o jogo, não vou postar minhas considerações (notas), ok!
Bom pessoal, é isso. Espero que tenham gostado.
Abraços!!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Análise do console Nintendo Wii U


Caros gamers, neste post sairei um pouco da rotina de minhas percepções sobre os jogos e concentrarei meus esforços em uma breve análise do console Nintendo Wii U.


Você deve estar perguntando o porquê de uma análise de um console, quando o que importa mais são os jogos que eles oferecem, ou, de forma mais purista, a diversão que os jogos nos proporcionam. Mas foi justamente pela diversão que resolvi compartilhar com vocês minha experiência com esse novo console da Nintendo.
Ah, sim, claro! Só para esclarecer aos leigos (me incluo nessa lista): o Gamepad é aquele controle igual a um tablet com botões. O Wii Remote Plus é aquele controle igual a um controle remoto de televisão, porém com a função de movimento (que já existia desde o Wii). Vou comentar sobre eles várias vezes. Pronto.

Como tudo começou?
Neste trecho vou flertar sobre alguns pontos que me fizeram comprar um Wii U.
Primeiro fato: através de um boato de que o Final Fantasy VI será relançado, com novos gráficos, exclusivo para o Nintendo Wii U. Sim, o 6º episódio da saga FF, que já comentei várias vezes, é o melhor de todos. Só de imaginar que este clássico será recriado e exclusivo para o Wii U fez-me redobrar as atenções com o console.
Segundo fato: quando a Sony anunciou o preço do Playstation 4. É pessoal... sinceramente, acho a maior falta de respeito com os consumidores brasileiros o fato de que um dispositivo que custa 399 dólares nos EUAs (e na maior parte do mundo) custar 4999 reais aqui no Brasil. É um lucro de mais de 422% e eles ainda contra argumentam que são os impostos. Tudo bem que nossos impostos sobre produtos deste gênero são altíssimos, mas isso já é sacanagem. Uma pena que ela preferiu seguir nessa linha. Eu até pretendo comprar um Playstation 4 quando sair jogos bons, mas por enquanto...
Terceiro fato: retro compatibilidade com jogos do Wii, já muito conhecidos por serem casuais e perfeitos para jogar em família.
Quarto fato: retro compatibilidade com jogos mais antigos pela Virtual Console. Ou seja, aqueles joguinhos do N64, SNES e cia, todos disponíveis pelo serviço Virtual Console disponível nas redes do Wii U e do Wii (que também é acessível pelo Wii U).

Primeira impressão
Confesso que fiquei um pouco confuso com o mundo do Wii U, parte por minha total ignorância sobre seu antecessor Wii. Como assim? Seguinte: logo que comprei, eu fui de imediato na Miiware tentar baixar os joguinhos da Virtual Console e me deparei com a exigência de um controle Wii Remote para acessá-la. Eu já havia até comprado dois Wii Remote Plus pela internet, mas como ainda não tinham chegado, tive de esperar.
Fui então aos jogos do Mario e Luigi que vieram com o console. Ambos são excelentes! Ótimos para jogar em grupo ou individualmente. Eles ficaram ainda melhores quando meus Wii Remote Plus chegaram, pois a jogabilidade desses jogos com poucas opções é mais agradável no Remote do que no Gamepad.
Demorei um pouco também para conseguir comprar com meu cartão internacional nas redes do Wii U e Wii. Tive de cadastrar um usuário como se estivesse morando no Canadá e a partir daí ele passou a aceitar meu cartão normalmente. Uma conta dos EUA também funciona, mas os créditos não poderiam ser adquiridos diretos pelo cartão. Eu cheguei a fazer assim também: você compra créditos em outros sites (http://maximuscards.com/, por exemplo) e depois coloca o código na rede do Wii U.

Falando um pouco sobre o videogame
Estou adorando esse console! O sistema operacional do videogame em si não traz nenhuma grande vantagem sobre os concorrentes, talvez só uma melhor forma de interatividade no Miiverse – uma rede social da Nintendo. Fora isso, o Wii U também possui acesso à Internet, sua shop para baixar jogos, youtube, netflix, etc. O navegador é muito bom, principalmente no quesito usabilidade. Isso se dá por conta da facilidade de operação através do Gamepad.
Enfim, no geral, o uso do aparelho é excelente e ganha muito com o Gamepad.

Falando sobre os jogos multiplataforma
Joguei apenas dois jogos adaptados ao Wii U: Trine 2 Director's Cut e Resident Evil Revelations. Aquele é bem legal, mas não traz nenhuma diferença da versão das outras plataformas (PS3, por exemplo). Os gráficos são muito bonitos, mas nada foi acrescentado ao Gamepad. O jogo simplesmente utiliza seus botões como se fosse um controle normal. Já a capcom soube aproveitar melhor o console para sua franquia produzida para o Wii U. Através do Gamepad pode-se acompanhar o mapa, o inventário e munição. Confesso que também não é nada muito sofisticado, mas já dá uma diferença na jogabilidade. Eles também aproveitaram a telinha para centralizar os puzzles do game. Enfim, para esses dois casos multiplataforma, o Wii U se saiu bem, mas ainda nada fantástico. O ponto forte é justamente os jogos produzidos para ele.

Apenas um adendo: se você está pensando que o Gamepad não modificará em nada sua forma de jogar, está enganado! Ontem à noite eu estava jogando Zelda apenas no Gamepad para que minha esposa pudesse assistir TV. Sim, é possível jogar os jogos usando apenas a telinha (como se fosse um 3DS ou PSP). É claro que quando se faz isso você tem seu jogo em uma única tela, ao invés de duas. E pessoal, incrível, várias vezes eu estive olhando para a telinha e tive o impulso de olhar para uma segunda tela para ver o mapa ou os itens. Como fiquei acostumado a jogar com as duas telas (TV e Gamepad), jogar com uma só piora o jogo. Só experimentando mesmo pra entender. É muito legal jogar com a TV e Gamepad juntos, mas isso só fica interessante para os jogos que souberam aproveitar esses recursos.

Falando sobre os jogos Wii U
Sem sombra de dúvidas minhas ótimas experiências com os exclusivos do Wii U foi o ponto crucial para motivar esse post. Já fica registrada uma nota: as empresas que souberem criar jogos adequados ao console ganharão muito na jogabilidade! E tenho dito. Vou tentar explicar na prática o que eu quero dizer: Wii U Sports (baixado da eShop): o jogo faz um mix na utilização dos consoles e para as partidas de tênis e boliche, acredito, não inovaram tanto se comparado com o antecessor Wii. Entretanto, o jogo de golfe é incrível. Para jogá-lo, primeiro você deve apoiar o Gamepad no chão posicionando-o de frente para a TV (ele tem um suporte em formato de V que facilita isso, então desencana que o bicho não vai arranhar não). Em seguida você utiliza o Wii Remote Plus para simular o taco de golfe. O jogo então começa: a bolinha aparece na telinha do Gamepad, a ponta do taco é representada na telinha (quando você está apontando pra ela) e na TV (que também mostra o jogador fazendo o movimento). Quando você bate na bola (realizando um movimento de arco com o braço), toda a intensidade e direção do taco influenciam no movimento da bola no jogo. O legal é que como você visualiza a bolinha no chão, a impressão é de estar realmente praticando o esporte (exceto que o Wii Remote é mais leve que um taco de golfe... claro!).


Imagina que tipos de jogos o pessoal pode criar inspirando-se nessa combinação?

Próximo: Wii U Nintendo Land. Trata-se de um parque de diversão, combinando vários jogos. Tem uns jogos muito divertidos para vários jogadores, como por exemplo, Luigi's Ghost Mansion e Animal Crossing: Sweet Day e outros para um único jogador, como o Yoshi's Fruit Cart. Enfim, são vários e todos muito divertidos, mas eu gostaria de destacar a grande sacada de três deles: (1) Luigi's Ghost Mansion é como um pique-esconde, onde de 1 a 4 jogadores portam uma lanterna e o 5º controla um fantasma. Quem joga com o fantasma deve ficar com o Gamepad, enquanto os outros ficam com os Wii Remote Plus. O fantasma só pode ser visualizado na telinha do Gamepad, o que significa que todos os outros jogadores ficam apenas olhando para a TV na tentativa de encontrar o fantasma com a lanterna. Cara... é muito legal esse jogo! (2) Takamaru's Ninja Castle é um jogo de arremessar shurikens nos inimigos da tela. O grande lance é que para jogá-las, você deve segurar o Gamepad na vertical apontando para a televisão e realizar um movimento sobre a tela para disparar as estrelinhas. Cara, muito maneiro; (3) Donkey Kong's Crash Course é um jogo curioso onde você pilota um carrinho de molas através de uma grande fase. O jogo é muito divertido e combina o acelerômetro do Gamepad com ações nos botões. Até ai tudo bem... mas quando eu tive que “soprar” o controle foi foda! Caraca bicho, tem um determinado ponto que você entre em um elevador com uma ventoinha e aparece um popup dizendo para você soprar o microfone (localizado na parte inferior do Gamepad). Rapaz, muito sinistro... rsrsrs. Muito legal mesmo! Sopra o microfone e a ventoinha é acionada, fazendo o elevador subir.

Enfim, esses jogos casuais já são muito legais, mas agora vou falar da parte mais atraente do Wii U! E para discursar melhor sobre isso, em vez de falar sobre os jogos, vou comentar uma percepção de que eu vim tendo com o passar do tempo.

Com o PS3 eu vivi momentos muito divertidos, ok. Mas também tive momentos de decepção. Não me arrependo nem um pouco de ter comprado um, mas depois que comprei um Wii U fiquei pensando... Se você teve oportunidade de jogar os games do PS One, Nintendo 64, SNES, Mega Drive (Sega Genesis), etc, etc, vai se lembrar da variedade de jogos excelentes que existiam. Os consoles variavam entre 8 a 64 bits, tudo bem, mas pessoal, os jogos eram muito bons. Citando apenas alguns: Final Fantasy VI, Resident Evil, Resident Evil 2, Goldeneye 007, Mariokart 64, Zelda Ocarina of Time, Fallout 2 (esse era para PC), Mortal Kombat, Tomb Raider... enfim, muitos e muitos jogos das antigas que marcaram época. Daí, dentre aqueles que não eram exclusivos da Nintendo, a maioria passou a utilizar a plataforma Playstation (e mais recentemente, a Xbox). Os gráficos dos Playstation’s e Xbox’s são sinistros, entretanto, note que hoje eu pego um Final Fantasy e... que decepção! Vou colocar um histórico aqui: até o FF9, foi excelente. O 10, joguei bastante, mas não é tão bom. O 11 não joguei (on-line). O 12, também joguei um pouco, mas é repetitivo e enjoativo (que pena). O 13... cara que jogo ruim. Na verdade desde que os gráficos ficaram impressionantes – mais ou menos a partir do 10 – o jogo piorou muito na jogabilidade. Outro exemplo: Resident Evil. O RE4 é um bom jogo, mas na boa, nem se compara com os RE antigos (até o 3). Os gráficos de RE5 e RE6 são muito bons, mas tornaram-se shooters de má qualidade. Poxa, um grande jogo foi pro lixo (até que o Resident Evil Revelations fugiu um pouco dessa linha, confesso). De vários e vários jogos das antigas que eu e outros milhões de jogadores ficamos aguardando veemente, o único que vi se salvar foi o Fallout. A Bethesda modificou completamente a engine do Fallout 2 (que era da Interplay) mas o jogo continuou excelente. É claro, estou me atendo aos jogos antigos, mas os jogos novos (como Demon Souls, The Last of Us, etc) são ótimos. Enfim, todas as continuações que migraram para essas plataformas de poderio gráfico ficaram prejudicadas. E ai que entra o Wii U. Eu comprei um e com meu pensamento preconceituoso adquirido no PS2 e PS3 logo fui pensando: “Ih, esse Zelda novo ai deve ser uma porcaria. Deve ter gráficos melhores, mas os antigos com certeza eram mais fodas”. Ai que me impressionei! A continuação dos jogos da Nintendo permaneceu na linha excelente que tinham e ainda ficaram melhores! Tudo bem que ainda não joguei muitos, mas percebi isso no Mario e no Zelda (já encomendei um Metroid – do Wii – para comparar com o Super Metroid).

Enfim, esse papo todo foi para dizer o seguinte: as empresas hoje se preocupam em colocar um gráfico muito e muito sinistro nos jogos que com certeza fará que os gamers os comprem. Me parece que não estão muito preocupados se o jogo é bom ou tem uma história cativante como os jogos antigos. Eles querem só vender! Tá certo, eles tem que vender mesmo, mas acho que exageraram na dose! A indústria de games sofreu um abalo prejudicial quando percebeu o potencial de vendas que alcançaria tornando seus jogos máquinas de dinheiro em vez de máquinas de diversão. Sinceramente... sério mesmo, com os jogos da Nintendo eu percebi que isso não acontece tanto. Deve ter, com certeza, alguns nesse estilo, mas nesses últimos meses eu fiquei com a impressão de que a Nintendo realmente está preocupada em manter a diversão como foco. Eu já tinha lido sobre isso e achava besteira, mas agora estou começando a perceber também.

Bom, fica ai meu depoimento... rsrsrs. Hoje tenho a Sony e a Microsoft como aquelas empresas escrotas que devem colocar o povo para trabalhar em regime quase escravo e tentar empurrar para os clientes jogos e consoles cada vez mais caros e menos preocupados com a qualidade dos produtos. E por contrapartida tenho notado que a Nintendo ainda mantém aquela essência da década de 90 e 2000, se importando com os jogadores mais do que percebemos. Até o fato das capinhas dos jogos do Wii U serem de material reciclado ajudou na formação dessa percepção.


Contras
Como são muitos acessórios, de início é difícil saber com qual controle eu posso jogar o quê. São eles: Wii U GamePad, Wii U Pro Controller, Wii Remote, Wii Remote Plus (Wii Remote + Wii MotionPlus), Nunchuk e Classic Controller.



Pouco depois descobri que todos os jogos exibem uma lista de componentes necessários, indicando que você deve estar utilizando um ou outro controle para jogá-lo. Ainda assim isso é um pouco frustrante quando você não pode comprar um jogo porque você não tem determinado controle. Mas ai, paciência né, não tem jeito... rsrs.


 Então ficam ai minhas notas para o console.


Avaliação Geral:
Gráfico:
Música:
Dificuldade:

Abraços e obrigado pela companhia!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Análise do jogo Resident Evil Revelations


Neste post farei uma breve análise do jogo Resident Evil Revelations do Nintendo Wii U.


Variando um pouco o padrão de posts deste site, desta vez não vou me ater a postar fotos ou vídeos sobre o jogo. Pretendo apenas relatar o resultado da equação expectativa/percepção baseado em minha vivência com os jogos da série.

Onde jogar? Fiquei em dúvida quanto jogá-lo no PS3 ou Wii U. Preferi este por conta da possibilidade de acompanhar o inventário e o mapa através do Gamepad do Wii U. E já adianto: estou realmente muito satisfeito com os jogos de Wii U, inclusive do Resident Evil Revelations, mas isso é assunto de outro post falando só sobre Wii U.

Enfim, comprei o jogo para Wii U e comecei. Minha expectativa estava abalada por conta dos dois últimos títulos da linha original da série. Sim, estou falando mal do Resident Evil 5 e do Resident Evil 6. O RE5 teve seu próprio post. Clique aqui para lê-lo. Confesso que o RE6 foi tão irrelevante que nem sequer dei o trabalho de fazer um post. Sinto muito aos leitores que gostaram do 6º episódio, mas em minha opinião, RE hardcore foi até o 3. O 4 já perdeu um pouco mas continuou sendo um ótimo jogo. O 5 e o 6...

Vamos ao que interessa. Resident Evil Revelations tem uma história legal, ponto. Entretanto, os puzzles (que no caso do Wii U, foram todos concentrados na telinha do Gamepad... muito legal), a falta de munições (coisa boa, jogo de sobrevivência, tá ligado?), as portas que não consegui abrir, os momentos de confusão (que eu achei que ia acontecer uma coisa e acontece outra) foram essenciais para minha percepção final do jogo: excelente!

Chego quase a considera-lo como um bom resgate ao survival horror da velha guarda (RE1). Teve momentos que fiquei sem munição! Isso é quase impossível em RE5 e RE6. Aliás, esses jogos parecem mais com Call of Duty e outros do gênero. Nada contra Call of Duty, mas são jogos de estilos diferentes – ou pelo menos deveriam ser.

Andei até pensando sobre o assunto: acredito que as grandes, como a Capcom, estão tendo um problema de feedback dos clientes. Eles lançam um jogo ruim como o Resident Evil 6 e vendem uma quantidade muito grande de jogos, mas se esquecem de analisar que as vendas foram grandes porque existe uma infinidade de fãs que compram na esperança de reviver as emoções dos REs antigos, ou ainda porque atualmente o número de gamers é muito maior. E com todo o marketing envolvido no lançamento tem gente que acaba comprando no susto: “Êpa... um jogo de zumbi... bora comprar essa parada...”.

Poxa, estou novamente falando sobre os outros jogos. Voltando ao Revelations. O jogo é excelente. Os gráficos não são tão bons. E nem venham com essa historinha ridícula de que o Wii U tem um hardware inferior ao PS4 e Xbox One que isso pouco me importa. Eu tenho Playstation 3 e vou comprar o 4. Mas a Nintendo tem seu brilho e continua lançando seus jogos de forma excelente. Mesmo que o Wii U tenha um processador mais fraco que os concorrentes, este não é o motivo do gráfico deste jogo ser inferior. Quando você for jogar, notará. Não houve muito preciosismo na sua produção. Os cães que aparecem chegam a ser esquisitos. Mas não se deixe enganar: gráfico excelente nunca foi considerado fator predominante para o jogo ser bom.


Bom, então, como comentário final: se você gosta dos Resident Evil iniciais da série, jogue este jogo.

Avaliação Geral:
Gráfico:
Música:
Dificuldade:
Horas de jogo: 15
Plataforma: Nintendo Wii U
Gênero: Survival Horror

Obrigado pela leitura e até a próxima.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Jogando The Elder Scrolls V: Skyrim (parte 18)


O Sol, ainda que ameno, fez Zael suar. Sua cota élfica de couro fervido, nobre, trazia conforto na batalha, mas após a perigosa investida contra as guerreiras Forsworns nem as melhores armaduras seriam confortáveis.
- Você foi imprudente! – disse à Lydia. Nunca precisou chamar sua atenção, mas dessa vez ela passou dos limites. Ele, arqueiro, sorrateiro, promove seus ataques furtivamente. Sabia que a intenção dela foi ajudá-lo, mas além de por em risco suas vidas atrasou sua excursão para Northwatch Keep. Lydia preferiu não respondê-lo.

A estrada cortava a fortaleza Broken Tower Redoubt, levando-os para uma ponte. Consultando o mapa Zael descobriu que cruzá-la os afastaria do destino. A ponte estava disposta entre duas montanhas, deixando o rio a uma grande distância abaixo. O terreno que ladeava o início da ponte era extremamente íngreme. Zael não estava disposto a arriscar-se na descida.

Retornando um pouco pela estrada eles encontraram um percurso escondido. A falta da pavimentação das pedras claras o fez perceber tratar-se de uma trilha improvisada: um insignificante caminho rodeado por árvores, plantas nativas e rochas acidentadas, sempre seguindo para baixo. Zael não hesitou e ambos desceram pelo percurso correndo. Depois de algum tempo eles encontraram a orla do rio. Olhando para cima ele vislumbrou a ponte. Lá estava, distante, um pouco fosca pela neblina vespertina que surgia timidamente.

Eles continuaram caminhando rente ao rio, buscando um local mais apropriado para a travessia. Lydia teve a esperança de encontrarem uma segunda ponte. Sua armadura pesada regredia sua agilidade na água. Não deixou de notar que as correntezas eram fortes, rápidas e perigosas.

A trilha agora não passava de um risco descampado em meio às rochas e a vegetação rasteira. Não foi surpresa o fato dela simplesmente desaparecer nesta margem e continuar sua ondulada viagem do outro lado do rio. Enfim, chegara o momento. Apesar do cansaço não tiveram dificuldade de chegar ao outro lado. Sem repouso, prosseguiram. Pouco distante da margem a estrada inclinava-se vagarosamente, permitindo que os viajantes continuassem imprimindo seus passos rápidos, descuidados. Lydia seguia na frente, chacoalhando sua maça contra o aço da armadura. Zael, mais silencioso, tentava acompanhá-la.

Bons momentos. Nada como o silêncio da estrada para fazê-lo refletir sobre sua conduta. Muitos eram os seus compromissos. Mesmo estando cansado almejava encontrar Avulstein o mais rápido possível, afinal, além de ter prometido à matriarca Gray-Mane ajudá-lo no resgate, a segurança de Thorald estava em jogo.

Abruptamente os pensamentos de Zael foram interrompidos. Quando notou, Lydia tencionava uma flecha em seu arco ao máximo, apontando para algum ponto à esquerda da estrada. Uma grande rocha impedia o campo de visão de Zael. Sorrateiramente aproximou-se para verificar o que a afligia. Em meio às pequenas árvores, arbustos e rochas salpicadas uma pequena criatura mirava-os com seus olhos focados, porém um tanto medrosos. Tratava-se de um Stray Dog. Zael pousou sua mão levemente sobre o arco de Lydia, pedindo-a apenas com o olhar para abaixar a guarda. Aproximou-se vagarosamente do animal que, percebendo um perigo eminente, começou a rosnar. Estava agora a apenas alguns passos de distância. Isso foi suficiente para que o aguçado instinto do Stray Dog fizesse-o perceber que o arqueiro não pretendia atacá-lo, afinal, se o quisesse, já teria feito. Mesmo assim ele continuava friso, tenso. Zael sabia que ao menor descuido o cão poderia estranhá-lo e reagir ofensivamente. Ambos estavam apreensivos. Lydia ainda aguardava à distância, apenas observando. A um passo de distância, Zael abaixou-se e fez um carinhoso afago, perdendo sua mão em meio ao emaranhado grosso do pescoço do seu novo amigo. Stray Dog ainda ficou assustado por alguns instantes, mas logo percebeu que não havia o que temer, aceitando o pedido de trégua silencioso. Zael e Lydia encontraram um novo parceiro.


Stray Dog foi alimentado fervorosamente. De certo havia dias que não comia. Devorou em instantes dois grandes pedaços de carne de coelho, fardo que alimentaria Lydia e Zael por quase dois dias. Após a refeição ele mostrou-se animado e prestativo. Corria sempre à frente dos heróis, fazendo uma espécie de reconhecimento de área, com latidos e rosnados que poderiam chamar a atenção de um dragão a quilômetros de distância. Essa sem sombra de dúvidas não era as expectativas do arqueiro, mas não conteve o animal em sua ajuda atabalhoada.

A trilha às vezes espiava montanhas íngremes, pequenas florestas, descampados abandonados e acidentados. O percurso não foi difícil, mas suficientemente grande para que a noite caísse muito antes deles chegarem ao destino. Stray Dog agora estava mais silencioso, talvez já acostumado ao ritual de viagem que os guerreiros estavam habituados.

Zael começou a sentir um cheiro salgado, um pouco pesado. Teve suas suspeitas logo confirmadas quando ao longe deixou de enxergar a continuidade das montanhas e florestas. Chegavam agora ao vasto Sea of Ghosts. Faziam anos que Zael não visitava o oceano.


Rente à praia caminharam. A noite avançava. O cheiro do mar se misturava com o da neve. Apesar de estarem diante do Sea of Ghosts, as montanhas impetuosas os cercavam, trazendo consigo o gelo e o vento cortante.

Uma ou duas horas mais tardes chegaram. Northwatch Keep era uma fortaleza modesta, protegida por meia dúzia de elfos arqueiros em seu exterior. Zael, Lydia e Stray Dog passaram em meio às árvores nevadas, obscurecidos pela noite cinzenta. Eles procuravam por Avulstein Gray-Mane, que prometera aguardar por eles próximo ao lugar. Do lado direito da fortaleza uma grande pedra encobria a visão da continuidade da estrada. Ao atravessá-la, um pequeno grupo foi encontrado. No total eram três guerreiros: Vidrald, Geircund e Avulstein Gray-Mane, o líder. Todos juntos reuniram-se numa sociedade de seis guerreiros. Certamente se investissem contra a fortaleza em poucos instantes os elfos estariam mortos. Zael não tinha dúvidas disso. Preocupava-se, entretanto, com a segurança de seus amigos. Poderiam eles atravessar a defesa de Northwatch Keep sem problemas, ferimentos ou mortes?

O arqueiro não sabia lidar com essas situações. Sempre prezava pela segurança daqueles que o acompanhavam, ao ponto de preferir arriscar-se sozinho numa invasão do que expô-los ao aço dos inimigos. O excesso de zelo trouxe-lhe um desconforto no peito. Não estaria ele alimentando uma falta de confiança implícita nos amigos? Lydia já se acostumara com esse ritual inapropriado. Mesmo não aceitando respeitava os seus pedidos. Ao menos era o que ele percebia. Temeu que o problema seria com o grupo de Avulstein, que certamente resistiria ao pedido. Mediu bem suas palavras.
- Vou avançar sozinho no início, matando em silêncio os vigilantes – fez uma pausa. Todos continuaram aguardando, atentos. – Terminando de limpar os muros da fortaleza voltarei aqui para entrarmos todos juntos, num massacre rápido.
Obteve êxito. A noite não permitiu captar totalmente a expressão dos homens, mas todos assentiram sem palavras. Até o cão pareceu entender, do seu modo.


Perfeito. Noite, escuridão, silêncio e um arco mortífero. Zael avançou pelo aglomerado de árvores em frente à fortaleza. Eram pinheiros, supôs, pela tato do caule. Postou-se atrás de um que insistia em manter suas folhas secas em meio ao frio. Tencionou uma boa flecha negra embebida de veneno aracnídeo em seu arco de guerra, provando o prazeroso som de corda sendo tensionada. O controle da respiração era imprescindível, tão quanto a paciência. O sangue frio de esperar o momento certo para o disparo. Enxergava apenas a silhueta do inimigo à distância, cruzando uma das muralhas distraído. Dois segundos, talvez um pouco mais. Escutou o som característico do vento sendo cortado e o previsível rosnado abafado daquele que perdera sua vida sem sequer desconfiar que estava sendo observado. Os outros vigilantes não notaram o vulto que caia para fora da fortaleza, despencando de encontro à neve. Pela experiência do arqueiro, julgou ter depositado a flecha na lateral do peito. Se ele usava cota de malha, pouco tinha amortecido o impacto fulminante.

Ladeando as muralhas, agora mais próximo, disparou mais algumas flechas. Em menos de meia hora todos os elfos estavam mortos. Percorreu o lugar para destroçar a esperança daqueles que agoniavam, mas não foi necessário sacar sua maça mágica. Recolheu algumas flechas e moedas de ouro entre outros itens menos importantes. As armaduras dos mortos eram de couro, pouco nobre e de valor medíocre. Carregavam um emblema élfico qualquer. Em limitadas lembranças pensou já ter se deparado com essa bandeira, mas dispersou seus pensamentos no instante seguinte. Resolveu deixá-las ali. Não tinham valor para ele.

Ficou tentado a invadir o local sozinho, mas sua promessa forçou-o a voltar ao grupo para avisá-los que o terreno estava limpo. Os próximos momentos seriam de muitos gritos, choques corpo-a-corpo e sangue derramado. Essa situação deixava Zael apreensivo. Afinal, ele era amigo do silêncio, não do desespero.

E assim foi. Todos entraram correndo por uma estreita porta dos fundos, encontrando vários inimigos descuidados. Aos montes outros foram aparecendo. Eram seis contra vinte, ou mais, talvez. Apesar disso a luta não estava injusta. A experiência dos invasores era visivelmente superior. Ainda assim houve momentos de terror.

No primeiro salão eles encontraram algumas masmorras. Todos os prisioneiros eram hostis, mesmo depois de libertos. Nem ao menos um agradecimento foi dito. Alguns corredores depois eles chegaram a um quarto requintado. Logo foram avistados pelos dois únicos presentes: um feiticeiro élfico e Thorald. O irmão Gray-Mane estava acorrentado, totalmente impossibilitado. O mago, por outro lado, se mostrou um verdadeiro anfitrião. Levantou os braços em sinal de súplica benção aos deuses, olhando os visitantes com olhos carregados do ódio dos demônios. Chegou a pronunciar algumas palavras, mas o estrondo do raio que se formou em suas mãos foi tamanho que eles sequer perceberam isso. Aos olhos dos heróis o tempo passou lentamente, mas a investida do inimigo durou um piscar de olhos. Um raio azul celeste, extremamente brilhante, projetou-se de dentro de seus punhos unindo-se no centro do arco de seus braços, provocando uma linha acidentada e iluminada, porém com muita objetividade. No exato momento do terrível barulho o feitiço atingiu o peito de Geircund. Suas armas foram arremessadas para os lados instintivamente e seu corpo foi lançado bruscamente contra a parede do salão. Lydia foi a única a reparar que o feiticeiro almejava disparar outra magia. Sem desvencilhar a corrente elétrica do primeiro ataque ele deferiu outro semelhante raio contra ela. Por sorte, ou mais provavelmente por habilidade, a guerreira saltou para trás de uma pilastra grossa de madeira. O ataque rachou completamente a estrutura disparando pequenos estilhaços queimados para todos os lados.

O inimigo estava sendo habilidoso, mas os heróis, apesar de atordoados, sequenciaram, sem prévia combinação, um ataque sincronizado. O primeiro foi Stray Dog. Com um salto baixo venceu a distância e cravou sua mandíbula na perna esquerda do feiticeiro. Não se sabe como, mas instantaneamente o mago transferiu uma poderosa descarga elétrica para o animal que caiu desacordado. Enquanto os outros guerreiros se aproximavam, uma flecha certeira cruzou a sala e fincou o pescoço do mago, jogando-o com força contra uma mesa. Numa inútil esperança ele levou as mãos à garganta. Isso deu tempo suficiente para que o machado de Avulstein exercesse sua matança, abrindo uma lasca no peito do homem. Um corpo sem movimentos foi arremessado violentamente para o lado quando o atacante puxou o machado. Vísceras e jatos de sangue tornaram o ambiente tenebroso num instante. A batalha estava terminada.

Lydia correu para acudir Geircund. Seus olhos queimados ainda abertos olhavam para um teto distante. Todo o corpo estava quente, com uma espécie de queimadura interior que projetava para fora feridas esporádicas. O amigo de Avulstein estava morto. Lydia silenciosamente avisou aos presentes. Zael aproximou-se do cão. Estranhamente ele ainda estava vivo, mas tremia tenebrosamente de uma forma que o arqueiro repugnava. Ele não respondia aos incentivos dos guerreiros, que agora o cercavam completamente. Avulstein, prevendo o resultado da enfermidade, afastou-se para encontrar seu irmão, prezo nas paredes mais internas da sala.
- O animal está sofrendo muito. Parece ter perdido os sentidos. Acho melhor sacrificá-lo – Lydia disse num tom vazio.
Mesmo que sua lógica concordasse com Lydia, Zael pegou uma poção de cura em seu inventário na esperança de trazê-lo de volta. Ainda antes de utilizá-la o corpo de Stray Dog enrijeceu fortemente e depois perdeu o sopro da vida. O pequeno cão encontrado solitário na floresta pode pouco desfrutar da companhia dos seus companheiros. Zael sentiu-se desolado, com a alma impotente. Afastou-se do grupo caminhando em direção à porta. Observava-os em silêncio. Dois mortos, um resgatado. A vida às vezes encontrava caminhos sombrios para conduzir seus interesses. Teriam os deuses influência nesses acontecimentos? Zael abanou a cabeça como se isso pudesse afastá-lo dos devaneios de um homem inconformado. Thorald, liberto, aproximou-se do grupo e agradeceu. Tinha o rosto carrancudo e estava muito ferido, mas os invasores perceberam a gratidão verdadeira em seus olhos. Seu irmão Avulstein deu-lhe uma espada e todos deixaram o salão do feiticeiro.

A saída da fortaleza, dali em diante, foi tranquila. Não havia outros inimigos. Conseguiram transportar os dois corpos para fora e enterrá-los com dignidade. Ao final do trabalho o raiar do dia se aproximava. O costume de Skyrim dizia que o amanhecer fortalecia os homens. A disposição de Zael lhe dizia o contrário. Fez o possível para não transparecer isso aos outros.
- Sua mãe, Fralia Gray-Mane, pediu que viéssemos resgatá-lo. Espera revê-lo em segurança em Whiterun. Por isso, devo cumprir minha promessa e escoltá-los até a cidade – Zael ofereceu modestamente. Thorald interveio:
- Não vamos para Whiterun.
Inconscientemente Lydia e Zael ficaram confusos. Avulstein, todavia, pareceu concordar com a proposta sem pestanejar. O que faria um homem raptado alimentar a preocupação de sua família adiando o retorno a sua cidade? Pelas próprias palavras de Avulstein, eles realizariam o resgate de Thorald com o objetivo de trazê-lo de volta à Whiterun. Alguma coisa nessa decisão descabida incomodava o arqueiro.
- Não entendo. Creio que você almeja retornar para a segurança do seu reino o quanto antes. Além disso, sua mãe aguarda-o ansiosamente.
- Eu não posso mais voltar para Whiterun. Aliás, se o fizesse estaria inclusive arriscando a segurança de todos vocês, meus bravos salvadores.
Zael percebeu elementos traiçoeiros nas palavras e no tom de voz do resgatado. Afastou seus olhos para os corpos caídos, todos mortos por seu arco. Com um susto recordou-se em meio às névoas do seu subconsciente o local onde avistara pela primeira vez o estandarte das armaduras élficas. Um poderoso clã de Whiterun acabara de perder alguns de seus assistentes.


Caros amigos leitores, durante algum tempo venho escrevendo meus passos na fabulosa aventura pelo mundo vasto de Skyrim. Fiquei tentado a fazer isso para fornecer a vocês elementos mais minuciosos desse fantástico game. Por isso fui detalhando cada passo do meu personagem, com algumas fotos e vídeos, sendo todos apresentados num formato de história, às vezes, somente quando necessário, complementada com informações pontuais do andamento do jogo.
Bom, foram até então 18 posts. Alguns mais interessantes que outros, confesso, mas todos feitos com apreciação de minha parte. Passados todos esses dias acredito termos colecionado uma sequencia de elementos que servirão, pelo menos superficialmente, para fazê-los perceber a beleza dessa obra. Diante disso, finalizarei as aventuras de Zael nesse 18º post, taxando-o como encerramento. Mesmo assim, ainda haverá o post oficial de Análise do Jogo para Skyrim, que acontecerá somente quando eu finalizar o game.
Enfim, é isso. Gostei muito de tê-los em minha companhia nessas aventuras e espero revê-los o post conclusivo num futuro próximo.

Abraços e até a próxima!
Guilherme Pontes

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Jogando The Elder Scrolls V: Skyrim (parte 17)


Zael completou mais uma missão. Agora precisava decidir se iria para o norte ou tentaria completar alguma missão em Whiterun. Lembrou-se que os Alik'r procuravam por uma Redguard Woman na cidade. Pensou então em procurá-la. Iria cruzar pela cidade mesmo. Se a encontrasse completaria outra missão.

Eles seguiram pela trilha tranquilamente. Chegando à Whiterun percorreram os estabelecimentos de venda de armas. O arqueiro vendeu e comprou vários itens. Seguiu então para lojas de poções, onde além da negociata, aprendeu uma poção chamada Potion of Fortify Two-Handed.

Potion of Fortify Two-Handed: Dragon's Tongue + Fly Amanita

Terminado suas vendas, resolveu percorrer todas as casas à procura da guerreira. Atrás do The Bannered Mare encontrou um lugar chamado Guard Barracks. Estaria a Redguard ali? Além de guardas dormindo e descansando, havia uma passagem para um túnel subterrâneo chamado Dragonsreach Dungeon. O local tinha túneis, grades e prisões. Fora isso mais nada de interessante.

Voltou à cidade. Continuou percorrendo as casas. Agora estava diante do Hall of the Dead.


Lá dentro encontrou a Whiterun Catacomes. Havia três caveiras e alguns poucos tesouros. Continuou sua busca. Foi à fortaleza Dragonsreach. Mas não havia nada de interessante. O bom de ter visitado o castelo foi que aprendeu a manipular o Enchanting. O Enchanting era uma tábua mágica na qual poderiam ser forjados novos itens mágicos. Para operá-lo eram necessários três recursos: pedras preciosas mágicas, conhecer um encantamento e ter uma arma virgem (sem encantamento). O segredo da forja era aprender algum encantamento a partir de uma arma mágica. Nesse aprendizado, todavia, a arma era destruída. De posse desses três elementos Zael forjou uma nova luva com proteção contra danos elétricos.

Saindo dali percebeu que percorrera quase que toda a cidade, com exceção apenas de algumas casas trancadas.


Decidiu então abortar a busca pela Redguard e pensou em procurar Avulstein na casa Gray-Mane. Zael prometeu procurar pistas sobre seu irmão Thorald na casa Battle-Borns (Jogando The Elder Scrolls V: Skyrim (parte 11)). Como encontrou (Jogando The Elder Scrolls V: Skyrim (parte 15)), resolveu agora visitá-lo. Chegando lá, Avulstein descobriu nas pistas que o irmão estava preso em Northwatch Keep, fortaleza localizada próxima da estátua Meridia, local de entrega da Meridia's Beacon. Zael prometeu ajudá-lo. Eles então combinaram se encontrar do lado de fora da Northwatch Keep. Esse seria o próximo destino dos heróis.

Zael e Lydia seguiram pelas estradas. Ainda muito próximo de Whiterun, mesmo estando de dia, eles foram atacados por um dragão. Quando o monstro baforou chamas em Lydia, outros dois guerreiros surgiram para ajudá-los na batalha. Como eram quatro, a batalha foi fácil.


Continuaram seguindo. Haviam alguns inimigos. Cruzou a pequena cidade Rorikstead, que já conhecida. No cruzamento seguinte à cidade, foram surpresos por um grupo de quatro ou cinco bandidos. Todos foram mortos pelo arco e pela maça. Nessa encruzilhada seguiram pelo caminho que daria em Solitude. Esse, pelo que Zael supôs, levaria-os até Northwatch Keep.

Seguindo pela estrada, chegaram a uma fortaleza em ruínas chamada Broken Tower Redoubt.



Logo percebeu que ela estava populada. Umas arqueiras no terraço do primeiro andar atacaram-os logo que se aproximaram. Zael pensou em matá-las furtivamente, mas perdeu o controle da situação quando Lydia invadiu o castelo por conta própria, deixando-o do lado de fora.

Ficou preso numa batalha contra uma das guerreiras que estava do lado de fora, na estrada, e tentando matar as duas que atiravam flechas do segundo andar. Após derrotá-las, esperou Lydia regressar de sua investida. Depois de algum tempo, quando Zael pensava em procurá-la, ela apareceu na entrada da fortaleza. Chegou a pensar que estava morta, mas ficou feliz em vê-la retornar. Lydia realmente era uma poderosa guerreira.

Como certamente ela teria liquidado alguns inimigos no interior do local, Zael resolveu terminar o serviço. Pediu que ela o esperasse do lado de fora e entrou. O lugar estava todo destruído, com algumas armadilhas e alguns itens valiosos dispersos.

Encontrou várias inimigas: as Forsworn Foragers eram arqueiras, as Forsworn lutavam com armas melee e as feiticeiras Forsworn Looter, com magias de fogo e gelo. Todas estavam dispostas no primeiro e segundo andar. Depois e percorrer todas as salas, subiu enfim para o terceiro e último andar. Lá encontrou o único guerreiro, que julgou ser o líder do grupo: Forsworn Briarheart. Este era um forte feiticeiro, mas não foi páreo para as flechas do arqueiro. Pronto! Mais uma lugar devastado pelos heróis. Em pensar que entraram na fortaleza sem planejamento e de for desordenada.

Lydia e Zael estavam agora na estrada que seguia para Solitude, onde em algum momento deveriam ser esquivar para seguir para Northwatch Keep. Novas estradas e aventuras aguardavam nossos heróis.


Obrigado pela companhia e até a próxima.